Chemobrain: o que é, como afeta o cérebro e como o neurofeedback pode ajudar
- Neuroflow Programa de Psiconeuronutrição
- há 6 dias
- 2 min de leitura

O chemobrain é um conjunto de alterações cognitivas que pode surgir durante ou após a quimioterapia. Os sintomas mais comuns incluem:
Dificuldade de memória;
Atenção reduzida;
Lentidão de raciocínio;
Dificuldade para organizar tarefas e
Sensação de “nevoeiro mental”.
Esses sintomas não estão relacionados à falta de esforço ou emocional frágil. Eles têm base neurológica real.
Como a quimioterapia afeta o cérebro?
A quimioterapia atua combatendo células que se multiplicam rapidamente. O problema é que, ao fazer isso, ela também pode afetar:
A comunicação entre os neurônios;
A plasticidade cerebral e
Regiões ligadas à memória, atenção e funções executivas.
Além disso, pode gerar fatores como:
inflamação sistêmica;
fadiga intensa;
alterações hormonais;
estresse emocional do tratamento que também contribuem para o surgimento do chemobrain.
O cérebro entra em um estado de desorganização funcional, mesmo sem lesões visíveis em exames tradicionais.
Chemobrain é permanente?
Na maioria dos casos, não. Mas o tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas percebem melhora espontânea, enquanto outras mantêm sintomas por meses ou até anos, principalmente quando não recebem acompanhamento específico.
“É aqui que entram abordagens da saúde mental, que olham para o cérebro, o emocional e o corpo como um sistema único.”
O que é neurofeedback?
O neurofeedback é uma técnica de treinamento cerebral baseada na leitura da atividade elétrica do cérebro (EEG). O cérebro recebe informações em tempo real sobre seu funcionamento, aprendendo gradualmente a se autorregular. Ele melhora padrões ligados à atenção, memória e organização mental. Não é invasivo, não utiliza medicação e respeita o ritmo individual de cada pessoa.
Neurofeedback e chemobrain: como pode ajudar?
No caso do chemobrain, o neurofeedback pode:
Auxiliar na reorganização dos padrões cerebrais;
Melhorar foco e clareza mental;
Reduzir a sensação de “mente travada” e
Ajudar na retomada da autonomia cognitiva.
Ele não substitui outros cuidados, mas pode ser um recurso complementar importante dentro de um plano terapêutico integrado.
Quando procurar ajuda?
Se você perceber que:
Os sintomas cognitivos persistem;
Sua rotina está sendo impactada e que
O retorno ao trabalho ou aos estudos está difícil.
“Buscar acompanhamento psicológico especializado em saúde mental pode fazer diferença no processo de recuperação.”
Referências:
Ahles, T. A., & Root, J. C. (2018).Cognitive effects of cancer and cancer treatments.Annual Review of Clinical Psychology.
Arns, M., et al. (2014).Efficacy of neurofeedback treatment in ADHD. Journal of Clinical Psychiatry.
Ganz, P. A., et al. (2013).Cognitive dysfunction following cancer treatment: clinical and research perspectives.Cancer.
Hammond, D. C. (2011).What is neurofeedback: An update.Journal of Neurotherapy.
Janelsins, M. C., et al. (2014).Cognitive complaints in survivors of breast cancer after chemotherapy.Journal of Clinical Oncology.
Sitaram, R., et al. (2017).Closed-loop brain training: the science of neurofeedback.Nature Reviews Neuroscience.
Wefel, J. S., et al. (2015).Cognitive impairment in men with testicular cancer prior to adjuvant therapy.Journal of Clinical Oncology.









Comentários