Fotobiomodulação cerebral: um novo caminho no tratamento do Alzheimer e outras formas de demências
- Neuroflow Programa de Psiconeuronutrição
- 20 de jan.
- 3 min de leitura
O envelhecimento populacional traz consigo um dos maiores desafios da medicina moderna: o avanço da demência e da doença de Alzheimer. Atualmente, milhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de comprometimento cognitivo e a previsão é de que esses números dobrem até 2050. Apesar de décadas de pesquisa, os medicamentos disponíveis ainda apresentam resultados limitados. É nesse contexto que a fotobiomodulação cerebral (PBM) surge como uma alternativa científica inovadora, segura e promissora.
O que é fotobiomodulação?
A fotobiomodulação transcraniana (PBM) é uma técnica não invasiva que utiliza luz de baixa intensidade (geralmente infravermelha) para estimular as células cerebrais e melhorar o metabolismo neuronal. Essa luz interage com as mitocôndrias que são as “usinas de energia” das nossas células e assim, aumenta a produção de ATP, reduz a inflamação e melhora o fluxo sanguíneo cerebral.
Em outras palavras: a luz certa, aplicada nos locais certos do cérebro, pode restaurar funções neurais comprometidas e promover neuroplasticidade (que é a capacidade do cérebro de se adaptar e se regenerar).
Esse estímulo desencadeia uma cascata de efeitos bioquímicos:
Aumento da síntese de ATP (energia celular);
Liberação de óxido nítrico, que melhora o fluxo sanguíneo cerebral;
Ativação de fatores de transcrição como NF-kB e AP-1, responsáveis pela regeneração celular;
Redução de inflamações e do estresse oxidativo neuronal;
Estimulação da neurogênese e sinaptogênese, ou seja, criação de novos neurônios e conexões.
A luz não “cura” a demência, mas ajuda o cérebro a funcionar melhor, preservando habilidades cognitivas e comportamentais por mais tempo.
Esses mecanismos explicam por que a PBM tem demonstrado resultados positivos em Alzheimer, Parkinson, AVC, depressão e ansiedade, além de melhorar memória, foco, sono e humor em pessoas saudáveis. Os resultados apontam para melhora cognitiva consistente, redução da neuroinflamação e segurança absoluta da técnica.
Entre os destaques estão:
Aumento do fluxo sanguíneo cerebral;
Melhora da função executiva e da memória;
Efeitos antidepressivos e ansiolíticos;
Regulação do ciclo sono-vigília;
Ausência de efeitos colaterais clínicos.
A fotobiomodulação não atua apenas na cognição, mas também no bem-estar emocional e na autonomia que são pilares essenciais para a longevidade com qualidade.
A fotobiomodulação é indolor, sem uso de medicamentos e sem efeitos colaterais. Mostra-se promissora, pois abre caminho para pesquisas maiores e mais longas, mas já aponta para algo revolucionário: a possibilidade de tratar distúrbios neurodegenerativos com luz, sem medicamentos e com ganhos reais na função cognitiva e emocional.
O futuro da fotobiomodulação
A fotobiomodulação cerebral representa uma das descobertas mais inspiradoras da neurociência moderna. Ela combina tecnologia, natureza e ciência para apoiar o cérebro em sua capacidade inata de regenerar, aprender e se adaptar. Enquanto novos estudos são conduzidos, o uso clínico supervisionado da fotobiomodulação, especialmente em contextos integrativos como o do Programa Neuroflow de Psiconeuronutrição, representa uma ponte entre a neurociência moderna e o cuidado humano consciente. Aqui, integramos fotobiomodulação, neurofeedback e hábitos saudáveis como nutrição equilibrada, sono adequado e propósito de vida para que você crie uma base sólida para alcançar o envelhecimento cerebral saudável e consciente.
Fontes:
SALTAMARCHE, Anita; NAESER, Margaret; HAMBLIN, Michael; LIM, Lew. Significant Improvement in Cognition in Mild to Moderately Severe Dementia Cases Treated with Transcranial Plus Intranasal Photobiomodulation: Case Series Report. Photomedicine and Laser Surgery, v. 35, n. 8, p. 432–441, 2017. DOI: 10.1089/pho.2016.4227
Hamblin MR, Salehpour F. Photobiomodulation of the Brain: Shining Light on Alzheimer’s and Other Neuropathological Diseases. Journal of Alzheimer’s Disease. 2021;83(4):1395-1397. doi:10.3233/JAD-210743











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